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Cães de Busca e Salvamento

Valiosíssima ferramenta de trabalho
Abrace esta causa!
Sentido ancestral...  - O lobo, ancestral do cão, usava o olfato apurado para sobreviver, farejando e caçando sua presa. Por isso os cães têm um faro tão poderoso, o que possibilitou sua utilização em resgates humanos, o que já data de muitos séculos.
Em 1750, cães São Bernardo e Pastores dos Grandes Pirineus eram utilizados pelos monges como guias nas traiçoeiras neves dos Alpes, tendo salvo muitas vidas de viajantes atingidos por tormentas ou avalanches.
Muitos cães foram usados na I e II Guerra Mundial para levar e trazer mensagens do front, encontrar feridos sob escombros, montar guarda em acampamentos e farejar bombas e minas. Sua eficácia foi tão grande que nos anos 50 começaram a ser criadas escolas para a formação de cães de salvamento na Inglaterra, EUA, Alemanha e Suíça. Hoje a Alemanha tem o melhor curso de treinamento de cães para busca de afogados do mundo.
A cada ano são registrados 1 milhão de abalos sísmicos em todo o mundo, fora os desabamentos, incêndios, explosões, acidentes em obras, minas e edifícios. Em todas estas catástrofes, as operações com intervenção de cães de resgate são cada vez mais freqüentes.
Cheiro Particular... Toda pessoa tem um odor individual que provém da constante descamação das células mortas da pele e cabelo, respiração e transpiração. Mesmo gêmeos idênticos têm odores diferentes para os cães. Um animal treinado pode também detectar odores trazidos pelo vento ou sobre a superfície da água ou mesmo abaixo de vários metros de entulho.
Verdadeiros detectores... (Fotos de detectores e do nariz de vários cães, por baixo do texto, como marca d’água) - O nariz do cão supera em muitas vezes estes aparelhos de alta tecnologia, pois eles apenas amplificam os chamados, gemidos ou o bater do coração de sobreviventes, enquanto que o cão, por seu olfato privilegiado, pode localizar pessoas vivas ou mortas em meio à fumaça, ruído e mesmo na mais completa escuridão.
Uma operação completa de resgate poderá durar no máximo 12 dias, após o que, considera-se que não há chances de haver sobreviventes. O tempo para realizar as tarefas de resgate é sempre curto. Para manter o aproveitamento dos cães em nível máximo, é preciso colocá-los para trabalhar em locais diferentes, em turnos de meia hora, por um máximo de 4 horas diárias.
O cão treinado não deve começar a remexer os escombros, para não se ferir e nem ferir a vítima localizada. Suas reações orientarão a equipe para os socorros que devam ser ativados. Ele latirá com entusiasmo se a vítima estiver viva e se afastará, limitando-se a indicar o local ou uivar se a vítima estiver morta.
Alguns condutores crêem que quando os cães passam muito tempo entre os escombros e só acham pessoas mortas, ficam muito angustiados, por isso algumas equipes “simulam” o resgate de sobreviventes para ” levantar o moral” deles. Outros, como o Capitão Garret Dyer - Chefe da Equipe de Busca e Salvamento Urbano do Condado de Farifax / Virgínia / EUA – diz não crer que o cheiro da morte desencoraje os cães... “O cão pode reagir e se abater pelas emoções de seu condutor, mas se ele for treinado e dirigido da maneira correta, ele estará lá pelo jogo e pela recompensa, pois como estes eventos são muito trágicos, o cão é treinado para pensar na busca como um jogo. É assim que o mantemos concentrado na tarefa.”

A origem do ECOS – Emprego de Cães em Ocorrências de Salvamento
(Fotos dos cães em ação com seus condutores)

No Brasil, São Paulo é pioneiro na utilização de cães de resgate. O ECOS surgiu em 1998, por iniciativa do Cel. Luis Roberto Carchedi e do Ten. Cel. Luis Carlos Wilke para ser mais uma ferramenta para o Corpo de Bombeiros nas missões de resgate em ocorrências de desabamento e soterramento. Hoje, ainda são poucos os estados brasileiros que utilizam cães treinados para busca e salvamento, como Pernambuco, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Goiás, mais especificamente, Brasília. Existem, mesmo, correntes contrárias à sua utilização dentro de algumas corporações por acharem que o fato do cão localizar a vítima tira um pouco do mérito do trabalho do bombeiro. Já, outras correntes o vêem como valiosa ferramenta de trabalho, pois, graças ao faro poderoso do cão, a localização é muito mais rápida e este tempo economizado pode significar a diferença entre a vida e a morte da vítima.
O 1º treinador dos cães precursores foi o Sgto. Leal. O serviço foi iniciado com 3 cães da raça labrador: Dara, que foi doada, por não servir para o trabalho devido ao medo de locais escuros e ruidosos; Conan, que também foi doado por ter desenvolvido uma displasia coxo-femural (problema não raro em cães labradores, segundo a Dra. Patrícia Raposo, especialista em caninos); e, Thor, que continua na ativa e cujo desempenho é impressionante. Hoje são 6 cães em serviço, sendo 5 labradores e 1 pastor alemão. Os cães trabalham durante 7 anos e depois são doados, sendo a preferência dada ao seu condutor, devido ao laço que se estabelece entre eles.
A partir de 2001, o efetivo do ECOS passou a ser habilitado em Cinotecnia (Técnico em Adestramento), curso oferecido pelo 3º BPC, na sua 3º Cia. Canil. Já são 5 os bombeiros formados.
O capitão Milton Augusto dos Santos, (cargo que ele exerce), que é um grande incentivador do ECOS tem projeto pronto para a ampliação do canil, apenas aguardando verba do Estado para sua execução. Ele também quer trazer para o Brasil o Treinamento de Busca de Afogados, ministrado na Alemanha.
Recentemente os cães ganharam uma viatura especialmente preparada para o seu deslocamento até o local das ocorrências, ela é equipada com um sistema de ventilação, gentilmente doado por Rodolfo Kurt Bernauer, diretor presidente da Ventiladores Bernauer S. A. Esse cuidado evita que os cães cheguem estressados ao local onde terão que atuar e tenham seu desempenho prejudicado.

O supervisor do ECOS hoje é o 1º Sgto. Sorc. Os cães, suas idades e seus condutores são:
- Thor – 4 anos – 2º Sgto. Mascarenhas
- Samantha – 3 anos – Cabo Lauro
- Thabata –3 anos – Cabo Gomes
- Anny – 2 anos e meio – Cabo Panagassi
- Dara – 2 anos e meio – Soldado Reinaldo
- Siva (Pastor) - 1 ano e nove meses - Soldado Clóvis / Soldado Renato

Algumas operações de sucesso, com localização de vítimas e o cão que a realizou:
- 2001 – Desabamento de depósito de materiais de construção - Vítima localizada pela cadela Anny.
- 2001 – Soterramento de 13 vítimas na Vila França – 11 vítimas haviam sido localizadas e 2 que continuavam desaparecidas quando os cães chegaram ao local da ocorrência foram localizadas pelas cadelas Samantha e Thabata. (Preciso de outras)

O caráter do cão de resgate... A principal característica para que o cão possa ser utilizado neste serviço é gostar de brincar, pois ele deve encarar o trabalho como um jogo, deve ter prazer na busca e orgulho no achado. Mas há outras que também são observadas na avaliação; ele deve ter uma boa genética, ter fibra e resistência, para suportar tarefas cansativas e o rigoroso treinamento. Deve também ser sociável, dócil, obediente e gostar de pessoas, ser aplicado, eficaz e não ter medo de barulho.
E de seu condutor... Gostaria que o Cap. Augusto e o Cel. Wilke dessem o perfil do militar designado para trabalhar com os cães de salvamento e explicassem como eles são escolhidos.
Homem e Cão – Camaradas de longa data...
(Ilustrações de homem e cão trabalhando juntos desde a antiguidade)
Após a domesticação do primeiro lobo, no período mesolítico, a história do cão se desenvolve junto com a das civilizações humanas. Em certas crenças, eram considerados como encarnações do demônio, já em outras, eram considerados sagrados, como no Egito, cujo deus Anúbis era representado com cara de cão. Alguns cães foram mumificados e postos em tumbas egípcias com seus donos, para que os acompanhassem na outra vida, tamanha era a sua importância.
Em Creta, o cão era um valioso auxiliar dos jovens em sua iniciação no mundo dos guerreiros, pois ela consistia na conquista de uma peça de caça.
Na Grécia, os cães foram assunto de tratados de filósofos, como Xenofonte e Aristóteles. Sua fidelidade era celebrada por governantes e escritores, como Homero, na sua Odisséia e por poetas como Virgílio e Marcial, em Roma, onde o cão também estava presente nos jogos oferecidos ao povo, combatendo com ursos, leões e javalis para o entretenimento das massas.
Cães foram representados em obras de arte e até em moedas de várias civilizações. Mas na Gália, além de utilizados na caça e defesa, outros papéis, todos bem desagradáveis, lhes foram reservados. Eles serviam de “oferendas” aos deuses; acompanhavam seus donos ao túmulo; eram apreciados com “manjar” ( hábito compartilhado até os nossos dias por chineses e coreanos ) e sua pele – que era utilizada como tapete – movimentava uma “indústria” muito ativa.
A arqueologia também demonstrou que no começo da Idade Média, alguns cães ainda eram enterrados com seus donos, para que “nem a morte separasse estes grandes camaradas”, o que a Igreja considerava como “sobrevivência de práticas pagãs”. Na Alta Idade Média, o cão continuava a ser um precioso auxiliar na caça, que era treinamento fundamental de todo o jovem nobre, como iniciação nas artes da guerra. Ter um bom cão de caça era sinônimo de grandeza e prestígio. Já no fim da Idade Média, registra-se a presença de cães dentro de casa, para que as crianças “tivessem com quem brincar”. É nessa era, do Humanismo e do Renascimento que surge o “cão de estimação” , que deixou de ser um membro da equipe de caça para tornar-se participante de diversões pacíficas.
Ator versátil... Historicamente, o cão sempre desempenhou diversos papéis na vida do homem, desenvolvendo com este ao longo dos séculos, uma relação de cumplicidade e fidelidade. Vejamos alguns deles:
• Caçador = Já falamos sobre este importante papel, que continua a ser desempenhado pelo cão até os nossos dias, em países onde a caça é um esporte de elite.
• Pastor = É indiscutível a importância do trabalho do cão de pastoreio para os criadores de rebanhos no mundo todo, em todas as épocas.
• Protetor e Guardião = Embora existam raças especificamente dotadas para este papel, este é um dos instintos inerentes ao cão, seja de que raça for - proteger e guardar seu dono e seus domínios.
• Animal de Carga = Muito antes da domesticação de cavalos, os cães já auxiliavam seus donos nos trabalhos mais pesados de sua lida diária. Por isso existe a evolução das diferentes raças, de acordo com as tarefas que foram desempenhando em suas regiões de origem. O São Bernardo e o Rottweiler são exemplos de raças robustas. Imaginem o que seria dos esquimós, por exemplo, sem seus cães de trenó! O Samoieda, o Malamute e o Husky Siberiano, além de fortes, trabalham em parelhas e são resistentes a longas distâncias, a baixas temperaturas (-40ºC) e a grandes rajadas de vento.
• Entretenimento = Estes sempre nos divertiram e encantaram com suas peripécias, quer em filmes, circo, corridas, etc.
• Defensores da Lei = Começaram a ser utilizados informalmente no século XIX, pela polícia londrina. Hoje, várias raças como Labrador, Springer Spaniel, Weimaraner, Airedale, Rottweiler, Boxer, Doberman, Pastor Alemão e Pastor Belga são utilizadas para dar apoio à autoridades policiais em diversos países. Por serem capazes de farejar hidrocarbonatos, ajudam a desvendar elementos de incêndios propositais e a localizar bombas. Também é muito comum o emprego de cães treinados em aeroportos, farejando drogas, alimentos contrabandeados e explosivos. Os Beagles do esquadrão do Aeroporto de Miami, com seus narizes xeretas, são considerados “o terror dos traficantes”.
• Assistente de Deficientes = Após a I Guerra Mundial, o governo alemão começou a treinar cachorros como “guias” para soldados que ficaram cegos no conflito. Estabeleceu-se então uma parceria inacreditável: os “cães-guia” passaram a ser os olhos destes soldados. Hoje são olhos, ouvidos e até mesmo pernas e mãos de seus companheiros humanos, devolvendo a eles segurança e independência. Estes cães são selecionados à dedo e treinados por anos para assistir deficientes visuais, sinalizando obstáculos e perigos no caminho de seus donos; deficientes auditivos, avisando quando um telefone está tocando ( telefones especiais, cujas mensagens aparecem numa tela e o deficiente responde via teclado ), se há alguém batendo na porta, se o bebê está chorando, se o alarme de incêndio está soando, etc... Podem ainda auxiliar deficientes físicos, puxando cadeiras de rodas em ladeiras, pegando objetos, carregando compras ou ligando e desligando aparelhos diversos. Muitas vidas já foram salvas por estes preciosos assistentes.
• Cães na Medicina = Há um projeto nos EUA que estuda a capacidade de certos cães para detectar células cancerosas em pacientes, antes mesmo que os exames patológicos apresentem resultados positivos. O objetivo do estudo é identificar que tipo de substância os cães conseguem detectar e usar o mesmo princípio para diagnosticar doenças precocemente. Há também cães que conseguem detectar, com até 40 minutos de antecedência, um ataque epilético que seu dono vá sofrer. O cão então dá um alarme, para que o dono possa se proteger afastando-se de objetos que pudessem ferí-lo ou mesmo chamar socorro médico antes do início das convulsões.
• Cães de Terapia = Utilizados em programas experimentais, que já se mostraram eficazes, no trato de doentes, velhinhos e crianças que têm problemas de relacionamento e confiança. Estes cães visitam regularmente hospitais, asilos e orfanatos. O cão é capaz de estabelecer uma relação sem mágoas com o ser humano pois ele só quer amor em retribuição à sua dedicação e este contato cria um elo de afetividade , fortalecendo o emocional dos que são submetidos a esta “ terapia canina”.
• Alguns outros papéis = Graças ao olfato poderoso, desenvolvido ao longo dos séculos, ele pode farejar ovos de pássaros selvagens, ajudando os biólogos na preservação de espécies ameaçadas, na agricultura, ajudam o homem com sua capacidade de farejar formigas e pestes.

Curiosidades
Particularidades e características de algumas raças por sua origem...
• Cocker Spaniel, Galgo, Sabujo, Terrier, Basset Hound, Pointer, Setter Golden e Golden Retriever = Cães caçadores.
• Border Collie e Pastor Belga = Sociáveis, protetores, bom relacionamento com crianças, corajosos e ativos.
• Pastor Alemão = Raça de maior popularidade no mundo. Tranqüilo, obediente, resistente e rústico. Atende 95% ou mais das ordens recebidas e aprende novas ordens com 5 repetições em média. Ocupa o 1º lugar em vendas na Alemanha e o 3º nos EUA.
• Labrador = Originalmente os cães desta raça ajudavam a recolher e puxar redes de pesca das águas geladas do Canadá, daí a facilidade de adaptação desta raça em trabalhos aquáticos. Ótimo cão de companhia, especialmente para crianças. É extremamente dócil e obediente, embora seja um cão de personalidade. Tem ótima memória e aprende muito rápido, sendo precoce no desempenho de tarefas com perfeição. Possui faro seletivo, muito valorizado pelo exército, pois localiza de minas, explosivos e armas com precisão – através do cheiro da graxa presente nelas - porém não se importa com as armas junto a seus condutores ou em locais permitidos; polícia por detectar drogas, mesmo quando misturadas a substâncias de cheiro intenso e bombeiros, em Connecticut / EUA, por exemplo, mediante treinamento, um exemplar fêmea da raça conseguiu farejar 17 odores diferentes de líquidos inflamáveis. É o cão mais vendido nos EUA e o 3º no Brasil.
• Malinoi, Boxer, Doberman e Rottweiler = Fortes e altivos, indicados para trabalhos de patrulhamento e guarda.
• Bloodhound = Raça especializada em “caçar” seres humanos (fugitivos, crianças perdidas ou pessoas raptadas). Podem seguir, com sucesso, uma trilha depois de 100 horas da pessoa procurada ter passado pelo local. Não é raro ver cães que farejam por cerca de 40Km, sem parar e nem perder a pista.

O Treinamento...
A observação para avaliação do cão e os primeiros passos ocorrem nos centros de formação e treinamento especializados. Os primeiros dias são de longos passeios do cão com seu condutor, para que se crie um elo de amizade e confiança, ponto de partida para todo o treinamento. A parte intensiva e prática do treinamento acontece em pedreiras abandonadas ou em minas desativadas, devidamente preparadas para este objetivo. Nestes locais são reproduzidas as condições que os cães enfrentarão no futuro, para que se familiarizem e possam se locomover com segurança em todas as situações, sejam vigas instáveis, obstáculos cortantes, material rolante ou com molas, desabamento de lama, casas incendiadas e outras.
Procura-se considerar tudo o que possa interferir na capacidade de busca dos cães, como aparelhos ruidosos, sirenes, gritos, fumaça, gases, grande movimentação de pessoas, etc. Também são feitos exercícios noturnos, para que os cães se habituem à escuridão. Nestas situações, voluntários se escondem por baixo de diversos materiais ou entre montes de tubos.
Os cães também participam de exercícios de rappel, que são úteis para capacita-los a atuar em resgates que utilizam helicópteros para atingir lugares inacessíveis.
O método de treinamento é o mesmo dos cães de faro de droga do Canil Central da Polícia Militar, adaptado para os serviços dos Bombeiros. Ele é realizado com um “brinquedo” de borracha chamado Kong, que tem um orifício no centro, onde se introduz o odor de sangue, necessário para a localização de vítimas humanas. O procedimento consiste em fazer com que o cão compreenda que queremos que ele nos ajude a encontrar certos odores e que ele será recompensado por isso. O cão fareja o ar e o solo em busca de odor humano, até sinalizar um achado. Quando isto acontece, a recompensa poderá vir em forma de guloseimas, água ou carinho, ficando a critério do condutor. O cão de salvamento é um “patrimônio do Estado” e em situações de grande risco, a prerrogativa de decidir se o cão entra ou não no local é de seu condutor, que é o guardião deste “patrimônio”.
Motivação... No treinamento específico para cada modalidade de resgate, a pessoa localizada pelo cão, assim como seu condutor, brincam com o animal e o recompensam pelos acertos. É sumamente importante que o cão seja muito estimulado e animado após o trabalho em qualquer circunstância. O condutor é diretamente responsável para que o cão atinja seu máximo potencial e as duplas não devem ser desfeitas, pois a eficiência do cão não será a mesma, visto que o fator determinante para o bom desempenho é a vontade de agradar ao condutor (que para o cão, é seu dono).
Duração... O treinamento do cão de busca nunca está completo, pois ele precisa manter vivos os conhecimentos adquiridos, com práticas regulares e também assimilar novas situações, mas a uma certa altura ele estará pronto para atuar em situação real, o que leva mais ou menos 2 anos de treinamento.
Segundo os estudiosos, o ideal é que se gaste com ele 20 a 30 horas semanais e que o treinamento seja iniciado logo após a sua total imunização, o que ocorre por volta dos 4 meses de idade.
Graduação do Treinamento... O treinamento é progressivo e os cães vão obtendo certificações para buscas em locais específicos, por exemplo florestas, avalanches, busca urbana, busca aquática e em catástrofes.
Nem todos conseguem... O cão trabalhará em ambientes de estresse, voará em helicópteros, navegará em barcos, passará várias horas preso em caixas de transporte, terá que conseguir pular, sair farejando e procurar partículas microscópicas de odor humano. Definitivamente não é trabalho para um cão comum, por isso, nem todos que iniciam um treinamento, efetivamente são aproveitados.
Os cães de 11 de Setembro...
(Fotos dos cães em ação nos escombros)
Na história recente do homem, nenhuma participação dos cães de resgate em operações foi tão significativa quanto na tragédia do atentado ao Pentágono e ao World Trade Center em 2201, nos EUA.
Na ocasião foram usados mais ou menos 100 cães na busca das vítimas. Cães de várias raças e até sem raça nenhuma. A maioria deles não era da Polícia e nem do Pentágono, mas pertencia a entidades especializadas em situações de catástrofe”, diz Penny Sullivan, vice-presidente da American Rescue Dog Association, que participou pessoalmente das buscas com seu pastor alemão.
Dentre os cães treinados haviam especializados em odores de pessoas vivas entre os escombros e outros em odores de pessoas mortas. Alguns cães trabalharam dias seguidos, por até 2 semanas. Eles tinham atendimento veterinário permanente, realizando check-ups periódicos.
Momentos de solidariedade entre homem e cão... Voluntários viabilizaram para os cães um tipo de calçado especialmente reforçado, para que as patas não ficassem tão feridas ao percorrer os escombros.
World Trade Center - “Num local daquele tamanho era fácil perder seu cão de vista. Realizamos algumas buscas com os cães fisicamente juntos de nós por causa do alto nível de risco. Em alguns casos, tomamos a decisão de não permitir que os cães entrassem em certas áreas, ou estaríamos arriscando suas vidas”, diz Michael Scott, da Força-Tarefa de Busca e Salvamento Urbano de San Diego / EUA, que atuou, com 4 cães no Ponto Zero do WTC, uma semana após a catástrofe.
Ocorreram alguns acidentes com cães durante as buscas no WTC, inclusive com a morte de um pastor alemão, atingido por destroços, logo no 1º dia.
A equipe de Ed Wolff – Coordenador da Federal Emergency Management Agency – também trabalhou com seu cão Arko, localizando restos mortais de vítimas. Segundo ele, “seria mais gratificante salvar vidas, mais não haviam muitas vidas mais a serem salvas.”
No Pentágono trabalharam 16 cães e seus condutores, divididos em 4 equipes. Cada 2 equipes trabalhando em turnos de 12 horas, sob o comando do Cap. Garret Dyer – chefe da Equipe de Busca e Salvamento Urbano do Condado de Farifax / Virgínia / EUA – dirigidos pela Ag. Federal para Emergências (FEMA).
Cães designados para trabalhos noturnos dormiam em engradados cobertos durante o dia. “Nós coordenávamos cuidadosamente a alimentação dos cães durante o trabalho para que eles não tivessem inchaços ou problemas de torções. Eles precisavam de tempo para digerir tudo antes de se lançarem sobre as estruturas em ruínas. E também avaliávamos qual cão era apropriado para cada tarefa”, disse Sonja Heritage – especialista em cães de busca.
Alguns organismos especializados em desenvolver a habilidade de cães para encontrar pessoas perdidas, vivas ou mortas :
• The National Search and Rescue Dog Association
• International Rescue Dog Organisation
• Swiss Disaster Dog Association
• Swiss Societé Cynologique

A leishmaniose visceral

A leishmaniose visceral, também conhecida como calazar, esplenomegalia tropical e febre dundun, é uma doença causada pelo protozoário tripanossomatídeo Leishmania chagasi. É transmitida por vetores da espécie Lutzomia longipalpis e L. cruzi; mosquitos de tamanho diminuto e de cor clara, que vivem em ambientes escuros, úmidos e com acúmulo de lixo orgânico (ex: galinheiros). Suas fêmeas se alimentam de sangue, preferencialmente ao fim da tarde, para o desenvolvimento de seus ovos.

Pessoas e outros animais infectados são considerados reservatórios da doença, uma vez que o mosquito, ao sugar o sangue destes, pode transmiti-lo a outros indivíduos ao picá-los. Em região rural e de mata, os roedores e raposas são os principais; no ambiente urbano, os cães fazem esse papel. Quanto a este fato, podemos entendê-lo ao considerarmos a proximidade que estes animais têm com a nossa espécie e que nem todos, quando infectados, apresentam os sinais da doença (emagrecimento, perda de pelos e lesões na pele).

Indivíduos humanos apresentam febre de longa duração, fraqueza, emagrecimento e palidez como sintomas. Fígado e baço podem ter seu tamanho aumentado, já que a doença acomete estes órgãos, podendo atingir também a medula óssea. O período de incubação é muito variável: entre dez dias e dois anos.

Doença endêmica em 62 países, no Brasil são registrados cerca de 3000 casos por ano, sendo que mais de 5% destes vão a óbito, cerca de um ou dois anos após o surgimento dos sintomas: grande parte em razão da falta de tratamento.

Para diagnóstico, exame de sangue para análise de anticorpos específicos, punção - com inoculação do material em cobaias - ou biópsia dos possíveis órgãos afetados são as principais formas de confirmar a presença do patógeno. O tratamento é feito com fármacos específicos, distribuídos pelo governo em hospitais de referência.

Medidas de prevenção e controle ainda não foram capazes de impedir a ocorrência de novos surtos do calazar. Entretanto, usar repelentes quando estiver em região com casos de leishmaniose visceral e armazenar adequadamente o lixo orgânico (a fim de evitar a ação do mosquito), além de não utilizar agulhas utilizadas por terceiros, são medidas individuais que diminuem a probabilidade de ser contaminado. O tratamento das pessoas doentes e eutanásia dos cães contaminados são outras importantes formas para evitar a leishmaniose visceral.

Padrão da raça Lhasa-Apso (CBKC/FCI)

Originário do Tibet,cão de companhia.O Lhasa-Apso apresenta-se como um cão bem balanceado,vigoroso,muito alegre,e autoconfiante de temperamento alerta e estável,porém um tanto quanto reservado com estranhos.
Sua pelagem é extremamente longa,densa,pesada,lisa e aspera,não sendo lanosa nem sedosa.Tem um subpêlo moderado.Pode se apresentar em várias colorações, dourado, areia, malhado, preto, mesclado,particolor,esfumado,mel,branco e castanho.
Todas as cores são igualmente aceitáveis.
Sua mordedura em tesoura invertida(ligeiro prognatismo,sem mostra aparente dos incisivos).Os incisivos devem ser bem distribuidos e tão alinhados quanto possível.É desejável dentição completa.
 

Padrão da raça Maltês (CBKC/FCI)

Originário da Itália,cão de companhia.Apresenta-se como cão pequeno,tronco alongado,com uma pelagem branca, bem longa,muito elegante,de cabeça erguida,com confiança e imponência.É muito afetuoso,dócil e inteligente. Seu focinho é menor que a metade do tamanho total da cabeça,
os dentes articulam-se perfeitamente,os incisivos fazem a oclusão em tesoura,são brancos,bem desenvolvidos e numericamente completos,os olhos são redondos,um tanto ressaltados,jamais profunda.De cor ocre carregado e a cor das pálpebras, preta.Sua pelagem é simples sem subpêlo,
densa, de textura sedosa,brilhante,caindo pesadamente e bem longa em todo o corpo,sua cor é branco puro,admitindo-se o marfim pálido ou traços de laranja pálido,sob a condição que pareçam pêlos sedosos.Sua altura varia de 20 a 25cm na cernelha,com peso até 4.0kg.
 

Padrão da raça Shih-Tzu (CBKC/FCI)

Originário do Tibet,cão de companhia.
Apresenta-se como cão robusto,porte distintamente arrogante,com a cabeça lembrando um crisântemo,seu temperamento é amistoso, independente, inteligente,muito silencioso mas ativo e alerta.
Possui a cabeça larga e redonda,focinho bem largo e curtíssimo, olhos grandes,redondos escuros,os claros são permitidos,desde que a íris cubra o branco dos olhos,boca larga,com dentição,
ligeiramente prognata ou em torquês(sem mostra aparente dos
incisivos),lábios no nível. Sua pelagem é abundante,longa,densa,não cacheada,com bom subpêlo.Sua coloração é ampla,todas as cores são permitidas,desde que os particolor,mantenham uma faixa branca na fronte e na ponta da calda. Pesam em torno de 4,5 a 8,0 kg.
 

Padrão da raça Schnauzer anão(CBKC/FCI)

Originário da Alemanha,cão para guarda e companhia.
Apresenta-se como um cão reduzido de tamanho médio,sem características de nanismo. É inteligente,seguro e atento,tornando-o um cão de vigia e companhia.
Sua cabeça é forte,alongada,seu stop é nitidamente delineado, dentes brancos fortes e sua mordedura em forma de tesoura,orelhas podem ou não serem cortadas,cauda de inserção alta e empinada,sendo amputada,aproximadamente na terceira vértebra.
Sua pelagem é dura aramosa,cerrada,curta e aspera (sem ser eriçada ou ondulada) subpêlo denso,porém curto mas com a mesma textura.
Sua coloração pode ser preto unicolor,preto e prata e o sal-e-pimenta, procurando obter uma pelagem de tonalidade média,com a cor pimenta bem pigmentada,igualmente distribuída pelo corpo, com subpêlo cinza.Admite-se nuances,variando de cinza-chumbo escuro ao cinza-prata.Todas essas cores devem incluir uma máscara escura,que enfatiza a expressão típica,combinando-se,harmoniosamente,com a cor da pelagem.

Sua altura vária de 30 a 35cm médidos na cernelha.
 
Padrão da raça Spitz Alemão (CBKC/FCI)
 
 

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